O que é que ISAAK vê?
Existe algum momento em que a tecnologia deixa de imitar e começa a expressar-se? Uma mudança subtil. Uma ruptura silenciosa.
Não quando a máquina calcula, mas quando começa a interpretar quem és.
Numa instalação que decorreu durante o evento Milan Design Week, na galeria de arte Ditroit Dream, um braço robótico desenhou retratos de desconhecidos. Não propriamente com semelhança - mas com estilo e com expressão. Não procurou realismo. Procurou interpretação. E, ao fazê-lo, esbateu as fronteiras entre
assistência e autoria.
Mas sim de um novo circuito emocional: uma autoria partilhada entre a presença humana e a perceção da máquina.
No centro desta experiência esteve um cobot interativo alimentado por algoritmos em tempo real.
A instalação, desenvolvida pelos Ditroit, em colaboração com a ABB, convidou os visitantes para uma espécie de sessão de retrato conduzida por uma máquina, onde a abstração substituiu a precisão e a mão robótica assumiu um gesto artístico.
Observou. E questionou o que acontece quando uma máquina, em vez de replicar o que vê, começa a responder há própria existência do que vê.
Este insight foi inspirado no projeto interativo ISAAK, desenvolvido pelos Ditroit em colaboração com a ABB, e apresentado na galeria Ditroit Dream durante o evento Milan Design Week 2025. https://ditroit.it/](https://ditroit.it/
Porque nos obriga a repensar o design de experiências, não apenas como uma forma de contar histórias, mas como um processo de cocriação de significado com sistemas que nos “veem” de forma diferente. O que
ISAAK oferece não é uma conclusão, mas uma porta de entrada: talvez para uma expressividade híbrida, ou para a próxima iteração da autoria criativa.

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